sábado, 27 de setembro de 2008

Fotografia Erótica

Juliet and Margareth, 1948 - Man Ray

Fotografia Erótica - Célia Mello

http://www.fotografiacontemporanea.com.br/arquivos/artigos/3330112B/%7B9D5F6ED3-E0C0-4019-A79F-588F75A5ADCB%7D_pdf.pdf

Menos de meia-duzia de páginas para ler. Nele Célia Mello explana as suas ideias em torno de um tema com milhões de fotos e alguns milhares de textos já escritos.
Um tipo de fotografia, um género. Mas vendável e intensamente publicada, perde muita da sua representação estética no confronto com os "pensamentos ocultos" a que cada um se ligará, criador e observador percorrerão caminhos próximos na análise de uma imagem sem nunca se tocarem, tal e qual não (?) tocarão o objecto de representação.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Fotografia E Experiência Estética

Fotografia e experiência estética: a superação do efêmero no fotojornalismo contemporâneo
Ana Elyzabeth de Araujo Farache

http://repositorio.ufpe.br:8080/bitstream/handle/123456789/2898/arquivo1865_1.pdf?sequence=1&isAllowed=y

"A presente dissertação faz uma reflexão sobre a relação entre fotografia jornalística e experiência estética, partindo da análise de uma das imagens produzidas em 2004 durante o massacre em uma escola de Beslan, na Rússia, e distribuída mundialmente pela agência Reuters. Apoiada na minha própria experiência e na repercussão causada pela imagem em tantas outras pessoas, destaco que, em determinadas circunstâncias, a fotografia jornalística produz um sentido que extrapola os limites mais imediatos do racional. Assim, foram investigados e configurados elementos presentes na imagem fotográfica passíveis de estimular o espectador a uma experiência estética. Uma experiência que suplanta a rotineira e que é capaz de nos tirar do entorpecimento no qual nos encontramos, tão frequentemente, diante da proliferação e banalização midiática da imagem, verificável no contemporâneo. Nesse caminho, detive-me em conceitos como os de tragédia e catarse, nos estudos da estética, memória e imaginação, e, ainda, na reflexão sobre a perplexidade humana diante da morte. Persegui, então, nas diversas imagens selecionadas, as associações de elementos que intensificam a produção de um sentido que reverbera, mais intensamente, no nosso mundo interior."




Uma dissertação que desafia a nossa avaliação da vida e da morte e dessa forma da importância de alguma fotografia ou dos nossos próprios discursos em torno desta ou daquela fotografia. Dos nossos discursos perante a vida e a morte. A fotografia da "Mãe de Beslan" que tocou Ana Farache não é a minha escolhida, aqui fica a que eu escolhi. Os interessados encontrarão a fotografia referida por Ana Farache no contexto da sua dissertação.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Penso, logo existo

"Este workshop pretende demonstrar os princípios básicos da fotografia, que, ao contrário do que se pensa, têm alguns séculos de idade. Durante o workshop serão construídas as câmaras com simples caixas de cartão ou metal, e tinta, e as fotografias com elas tiradas serão reveladas num laboratório tradicional. As restrições deste tipo de fotografia transformam-se, com a experimentação, em infinitas possibilidades e os resultados são quase sempre surpreendentes."
in divulgação de "workshop" dedicado à fotografia "pinhole"

Pois é, para algumas mentes a fotografia tem alguns séculos. Na ânsia de atropelar conhecimentos ou ignorância confundem o conhecimento ou melhor dizendo "a busca do conhecimento" do que à luz diz respeito, com a fotografia. Em seguida surgem "workshops" "atlieres" "oficinas" em orientadores avalizados desorientam o conhecimento dos que afinal pagam o direito a aprender. Qualquer um dá início a uma actividade para que se julga habilitado e busca mais uns cobres no engodo dos incautos. Todo o mundo é hoje orientador e formador de fotógrafos, mas, hoje todos são fotógrafos. Hoje qualquer um pega na sua máquina digital último modelo e fotografa, fotografa, fotografa e tantas fotografias e todas tão boas. Quanto a pensar tal não vale a pena. Num momento em que pensar caminha para ser desnecessário e quiçá perigoso poderá ler-se em qualquer sítio da rede que fulano ou cicrano, fotógrafo iniciado recentemente tem no seu acervo a bonita soma de 20 000 (sim vinte mil fotografias) donde poderei concluir que a 9 frames/seg terá gasto pouco mais de 37 minutos da sua vida para tanto trabalho. Pois se não foi necessário pensar.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Fotografia Como Expressão do Conceito


A Fotografia como Expressão do Conceito
Arlindo Machado


A constante dúvida estimula a procura da Obra e nela o trabalho seguinte. Neste texto de Arlindo Machado percorremos a Dúvida em busca do Conceito. Existirá um conceito por detrás de cada fotografia.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Labirinto de Deus e do Diabo Sobre Fotografia


O Labirinto de Deus e do Diabo Sobre Fotografia

Luís Carmelo


"A fotografia enuncia o seu próprio relato. Plana, imóvel, granulada, manietada, espelho de si e receptáculo de ondas, a fotografia consegue, ao mesmo tempo, criar leis, apontar para mundos
concretos e praticar ou desafiar a semelhança, o verosímil. A fotografia cria um quadro, uma encenação, uma disposição ilusória onde o momento, de tão compactamente fragmentado, se desfaz numa miragem de infinitude. A fotografia estabelece a contiguidade entre o reino fantasmático do agora perdido e um qualquer além, ao sabor do arquétipo ancestral da imortalidade. Puro desengano. A fotografia é antes um brevíssimo rio de luz a contracenar
com o desejo, com o eros, com a maquinação do olhar inquieto.
" (Luís Carmelo in O Labirinto de Deus e do Diabo Sobre Fotografia)